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  ÍNDICE DE ARTIGOS  
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  Meio Ambiente, os Chalés do Vale e a Serra da Canastra  
  Pousada Chalés do Vale - atenção ao meio ambiente  
  O que é um Parque Nacional ?  
  Cuide do seu Lixo  
  Água: nossa maior riqueza  
  Como posso ajudar?  
  22 DE SETEMBRO: DIA MUNDIAL SEM CARROS  
     

 


 

Meio Ambiente, os Chalés do Vale e a Serra da Canastra

A região da Serra da Canastra abriga um patrimônio ambiental riquíssimo representado por suas inúmeras nascentes de água, matas intocadas, campos de cerrado e uma fauna com várias espécies importantes e algumas em extinção como o lobo-guará, o tamanduá-bandeira e o pato-mergulhão.

Trabalhar com turismo nessa região exige organização e muita responsabilidade para que a atividade não traga impactos negativos à fauna e à flora, bem como ao seu patrimônio cultural.

Os Chalés do Vale atuam na região preservando o meio ambiente e as populações locais, respeitando sua cultura e sua história, através de uma série de medidas para minimizar nossos impactos.

Tratamos nosso esgoto, reciclamos nosso lixo, economizamos água e energia, racionalizamos nossas compras e executamos roteiros pelos atrativos naturais com grupos pequenos para minimizar impactos.

Além disso, apoiamos os projetos e trabalhos sócio-ambientais do Instituto Ambiental Viatrips, uma ONG com sede na Serra da Canastra e que trabalha pela preservação ambiental e desenvolvimento sustentável de toda a região.

Nossos hóspedes são envolvidos na questão ambiental sendo convidados a colaborar na preservação do meio ambiente da Serra da Canastra. Solicitamos a todos que tragam de volta para a Pousada todo o lixo produzido nos passeios para que sejam destinados adequadamente; pedimos economia no consumo de água e energia elétrica para pouparmos nossos recursos naturais; e divulgamos as práticas do ecoturismo sustentável.

Convidamos todos a se envolverem na questão ambiental. Procure identificar e resolver os problemas sócio ambientais da comunidade onde você mora e trabalha. Melhorando alguns hábitos diários de consumo, destinação de resíduos, economia de água, combustíveis e energia elétrica e melhores escolhas de meios de transporte estaremos colaborando com o meio ambiente. Se cada um fizer sua parte, faremos do planeta um lugar mais saudável e preservado.

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  Pousada Chalés do Vale - atenção ao meio ambiente

Em todas as nossas atividades procuramos respeitar o meio ambiente e as comunidades locais envolvidas. Entendemos que, se estamos trabalhando na Serra da Canastra, lidando com as pessoas e com o meio ambiente desse local, devemos a eles respeito e total dedicação para que não sejam agredidos.

O meio ambiente é muito mais do que apenas as plantas e animais que existem em um determinado local. Inclui também o solo, o ar, as águas, todos os recursos naturais, as pessoas, as interações entre todos esses elementos e os resultados dessas interações.

Trabalhar com uma atividade como o turismo, que envolve pessoas e lugares, é lidar diretamente com o meio ambiente, e para isso exige-se muita responsabilidade.

Veja abaixo as medidas que adotamos para que a Pousada Chalés do Vale, nossos serviços e Roteiros de Ecoturismo na Serra da Canastra não agridam o meio ambiente.

::  uso de energia solar para aquecimento de água

::  economia no consumo de energia elétrica e água

::  tratamento de esgoto com fossas assépticas

::  separação e reciclagem do lixo

::  uso de produtos orgânicos e biodegradáveis

::  uso e capacitação de mão de obra local

::  apoio a projetos sócio ambientais

::  ações de educação ambiental

::  política de consumo responsável em nossas compras e relacionamento com fornecedores

::  organização de nossos roteiros de ecoturismo com número reduzido de turistas

 

Veja algumas dicas para visitar a Serra da Canastra respeitando o meio ambiente:

::  leve para as trilhas apenas o essencial. evite produzir lixo

::  se produzir lixo, traga-o de volta para a Pousada

::  ande em silêncio nas trilhas. ouça a natureza

::  respeite as plantas e os animais

::  aprecie a cultura local

::  da natureza leve para casa apenas fotografias

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O que é um Parque Nacional ?

Com o objetivo de preservar parcelas significativas do território de um país, áreas que são representativas de seus biomas, que contém importantes exemplares de fauna e flora e que constituem belezas cênicas inigualáveis, os Municípios, Estados membros e União Federal podem criar Unidades de Conservação, que são administradas por órgãos seus encarregados da preservação do Meio Ambiente.

Existem vários tipos de Unidades de Conservação, e elas dividem-se em dois gêneros: as de proteção integral e as de uso sustentável.

As Unidades de Conservação de Proteção Integral destinam-se à preservação do meio ambiente natural e cultural, e dentro de seus limites não podem ser desenvolvidas atividades econômicas que explorem seus recursos naturais. Assim, qualquer atividade que venha a interferir na integridade ambiental dessas áreas não será permitida dentro de seus limites, bem como nas suas vizinhanças. São espécies de Unidades de Conservação de Proteção Integral os Parques Nacionais, Reservas Ecológicas e Monumentos Nacionais.

Já as Unidades de Conservação de Uso Sustentável permitem certas atividades econômicas que explorem recursos naturais dentro de seus limites , mas de forma controlada e sustentável como seu próprio nome determina. São exemplos deste gênero de Unidades de Conservação as Reservas Extrativistas.

Como vimos, os Parques Nacionais são Unidades de Conservação de Proteção Integral, ou seja, são criados com o objetivo de manter preservados os patrimônios naturais e culturais que se encontram dentro de seus limites. Os Parques Nacionais são criados pelo Governo Federal e mantidos por seu órgão executor da Política Nacional do Meio Ambiente, o IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Mas os Parques podem ser criados também por Municípios e Estados, recebendo então os nomes de Parques Municipais e Parques Estaduais, respectivamente.

Cada Parque Nacional possui um regulamento que determina o que e onde pode ser feito dentro de seus limites. O  turismo é a principal atividade desenvolvida nos Parques Nacionais, já que essa categoria de Unidade de Conservação permite a visitação pública. Outra atividade desenvolvida nos Parques Nacionais é a pesquisa científica, desenvolvida por órgãos do governo, entidades de ensino e pesquisa e ONGs - Organizações Não Governamentais.

Basicamente, os regulamentos dos Parques Nacionais prescrevem horários de visitação e a proibição de retirada ou introdução de qualquer exemplar da fauna e da flora, bem como de amostras minerais. Também não é permitida a entrada de pessoas com bebidas alcoólicas e atividades que causem impactos ambientais e comprometam a preservação ambiental.

Os Parques Nacionais são um excelente espaço para se trabalhar a educação ambiental, aproveitando que as pessoas visitam o local em busca de aventura, descanso, atividades físicas na natureza e paz de espírito. É função de um Parque Nacional passar aos seus visitantes noções de meio ambiente e ecologia, salientando aspectos como o problema do lixo, impactos humanos sobre o meio ambiente e valorizando a necessidade de preservarmos nossos patrimônios naturais.

Sempre que visitar um Parque Nacional, lembre-se que você está em uma Unidade de Conservação, criada com o objetivo de preservar relevantes áreas ambientais. Por isso, respeite seus regulamentos e contribua levando com você todo o seu lixo.

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  Cuide do seu Lixo

O Lixo é hoje um dos maiores problemas da humanidade. O que fazer com uma imensa quantidade de detritos que produzimos todos os dias? Onde depositar tamanha sujeira? Em média, cada brasileiro produz 1 kg de lixo por dia, enquanto americanos e europeus chegam a produzir 3 ou 4 vezes mais. Somando tudo isso, a quantidade de lixo é gigante, e a terra não tem condições de suportar tamanha agressão. 

Nas grandes cidades já é possível contar com a coleta seletiva do lixo, que encaminha cada tipo de resíduo para sua destinação mais apropriada. Mas cada cidadão deve ser consciente de que tem responsabilidade pelo lixo que produz. Se cada um de nós passar a prestar atenção no que produzimos de lixo e tomarmos algumas atitudes simples em relação a isso, poderemos contribuir para a redução na quantidade de lixo gerado e consequentemente iremos diminuir nosso impacto no meio ambiente.

ATITUDE 1 - CONSUMO RESPONSÁVEL

A maioria das coisas que compramos hoje vem embalada em plástico, vidro, metal, papel.... No final, essas embalagens acabam indo para o lixo, pois na verdade o que nos interessa é o produto em si que compramos. Ao comprar qualquer produto, passe a prestar atenção na quantidade de lixo na qual aquele produto vai se transformar. Procure então comprar produtos que gerem menos lixo, que não tenham tantas embalagens. Você estará ajudando o meio ambiente ao gerar menos lixo, e também o seu bolso, pois o custo de toda aquela embalagem que vai para o lixo está embutido no preço do produto.

ATITUDE 2 - LUGAR DE LIXO É NO LIXO

Nunca jogue lixo nas ruas, praças, praias, trilhas, cachoeiras... ou onde quer que seja. Todo lixo produzido deve ser jogado em tambores de lixo próprios, de preferência nos de coleta seletiva. Se você não tiver um tambor de lixo por perto, guarde seu lixo com você até encontrar um. Jogar lixo no chão é um ato de desrespeito com a natureza e sinal de grande falta de educação.

ATITUDE 3 - SEPARE SEU LIXO

Se na sua localidade, ou perto dela, existe a coleta seletiva de lixo, separe o lixo que você produz da seguinte forma.

LIXO MOLHADO: É constituído por materiais orgânicos (restos de alimentos) e papéis sanitários e de cozinha, que devido às suas características são enviados para o aterro sanitário. No caso dos orgânicos, eles podem ser aproveitados na produção de adubo usando-se da compostagem.

LIXO SECO: É constituído por embalagens plásticas, papéis, vidros e metais que são recicláveis, ou seja, irão passar por um processo de transformação para serem reaproveitados, economizando energia e matéria prima e ainda impedindo que esse material seja descartado no meio ambiente.

Veja nas tabelas abaixo como separar o seu lixo: Observe as cores.

LIXO MOLHADO (NÃO RECICLÁVEL)

Restos de Alimentos, Vegetais, Cascas de Frutas, Fraldas Descartáveis, Absorventes, Papel Higiênico e de Cozinha

 

PAPEL AINDA NÃO RECICLÁVEL

papel sanitário
papel-carbono
fotografias
fitas adesivas
stencil
bitucas de cigarro

VIDRO AINDA NÃO RECICLÁVEL

espelhos
vidros de janelas
box de banheiro
lâmpadas incandescentes e fluorescentes
cristais
utensílios de vidro temperado
vidros de automóveis
tubos e válvulas de TV
cerâmica
porcelana
pirex
marinex

METAL AINDA NÃO RECICLÁVEL

clipes e grampos
esponjas de aço

PLÁSTICO AINDA NÃO RECICLÁVEL

ebonite (cabos de panelas, tomadas)

       

 

LIXO SECO (RECICLÁVEL)

Cada tipo de Lixo Reciclável possui uma cor de identificação na hora da separação, que você pode reconhecer nos tambores de coleta seletiva:

 

PAPEL

caixa de papelão
jornal
revista
impressos em geral
fotocópias
rascunhos
envelopes
papel timbrado
embalagens longa-vida
cartões
papel de fax
folhas de caderno
formulários de computador
aparas de papel
copos descartáveis
papel vegetal
papel-toalha
guardanapo

VIDRO

garrafas de bebidas
frascos em geral (molhos, condimentos, remédios, perfumes e produtos de limpeza)
ampolas de remédios
potes de produtos alimentícios

 

METAL

latas de alumínio (cerveja e refrigerantes)
sucatas de reformas
lata de folha de flandres (lata de óleo, salsicha e outros enlatados)
tampinhas
arames, pregos e parafusos
objetos de cobre, alumínio, bronze, ferro, chumbo ou zinco
canos e tubos

 

PLÁSTICO

embalagens de refrigerantes, de materiais de limpeza, de alimentos diversos
copos plásticos
canos e tubos
sacos plásticos
embalagens Tetra Pak (mistura de papel, plástico e metal)
embalagens de biscoito
embalagens de produtos de higiene (shampoo, desodorantes, cremes, etc)

 

Em muitas cidades é possível encontrar cooperativas de catadores de lixo que recolhem os materiais recicláveis, retirando-os da natureza, e os encaminham para reciclagem. Ao venderem esses materiais, os catadores conseguem renda para o sustento de suas famílias. Doe seu lixo para essas cooperativas, mantenha sua cidade limpa e colabore com esse trabalho que sustenta muitas pessoas.

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  Água: nossa maior riqueza

A Serra da Canastra é um imenso reservatório de água. Por todos os lados, em cada grota, em cada fenda brota uma nascente de água pura que escorre para ajudar a formar um dos nossos rios mais importantes: o São Francisco.

Mas essa riqueza de água que encontramos na Canastra, e que tanto valorizamos, não existe em todas as partes do planeta. Podemos até dizer que a Canastra é extremamente privilegiada nesse assunto. Existem lugares do planeta que são secos como desertos, e por isso são desabitados. Mas outros lugares que antes gozavam de uma boa quantidade de água, e por isso conseguiram abrigar o desenvolvimento de civilizações hoje amargam uma dura realidade: a falta de água, atual ou iminente.

Já existem em alguns lugares guerras entre povos pelo uso da água. São grupos humanos que sofrem com a falta do nosso bem mais vital, e que agora em nome da sobrevivência estão guerreando com outros povos pelo controle ou direito de uso de recursos hídricos como rios e poços. Se o petróleo foi o grande causador de conflitos no século XX, a água já surge como o novo motivo de discórdia no século XXI.

Milhões de pessoas no mundo todo já sofrem com a falta de água para suas necessidades básicas. E não precisamos ir muito longe. A maior cidade brasileira hoje sofre para suprir de água seus habitantes. Os reservatórios de água da Cidade de São Paulo nunca estiveram tão baixos, problema causado pelo alto consumo, falta de chuvas nas cabeceiras dos mananciais e pelo desperdício.

Além de sofrermos com a falta de água, ainda usamos mal a água que temos. Por exemplo: é simplesmente um absurdo usarmos água tratada, pela qual pagamos tarifas mensalmente, para a descarga de banheiros, lavagem de ruas e calçadas, rega de jardins, lavagem de carros e outros usos. Para resolver esse problema já existem residências e indústrias conscientes que reutilizam água. A economia no valor da conta de água no final do mês é em torno de 30 a 40%, pois o consumo de água tratada é reduzido. O meio ambiente agradece pois usa-se a mesma água para diversos fins.

Outra questão é a perda de água através de vazamentos na rede de distribuição, nos encanamentos domésticos e com o descuido com torneiras abertas sem necessidade. Uma torneira que fique pingando, ao final de um dia,  pode ter mandado ralo abaixo mais de 50 litros de água !!!

Conscientize-se da necessidade de preservarmos nossa água, conscientize seus familiares e amigos, apóie campanhas governamentais e de ONGs sobre a problemática da falta de água.

Economize água adotando algumas medidas simples:

::  Reduza o tempo do seu banho

::  Ao escovar os dentes ou fazer a barba, mantenha a torneira da pia fechada

::  Só abra a torneira quando necessário usar a água. Ao deixar de usá-la, feche a torneira

::  Junte uma grande quantidade de roupa para usar a máquina de lavar

::  Conserte vazamentos em canos e torneiras que ficam pingando

::  Ao perceber vazamentos na rede de distribuição de sua cidade, comunique imediatamente ao órgão responsável

::  Lave o carro usando um balde com água. É mais econômico do que usar a mangueira

 

Se cada um fizer a sua parte, juntos poderemos melhorar o planeta.

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  Como posso ajudar?

Os problemas que afetam o meio ambiente são lembrados diariamente pelos jornais, revistas, canais de TV e por todos aqueles que de alguma forma já perceberam que o ritmo de ocupação humana sobre a Terra, se mantido nos níveis atuais, levará a vida a um colapso no futuro. Sabemos que as grandes questões passam por aquecimento global, lixo atômico, usos indiscriminados de produtos químicos, contaminação de águas superficiais e subterrâneas, ausência de políticas sérias de gerenciamento de resíduos, seja por parte dos governos, seja por parte das indústrias. Tudo isso é muito sério, mas para muitas pessoas pode parecer problemas que são discutidos e resolvidos em esferas muito superiores, esferas às quais nunca terão alcance para opinar ou ajudar de alguma forma. Com essa idéia na cabeça, pensam que os problemas do meio ambiente serão resolvidos um dia, ou não, mas que essa discussão não está a seu alcance.

        Em primeiro lugar, se os problemas ambientais são discutidos em esferas superiores, podemos interferir indiretamente escolhendo melhor os nossos governantes. Votar em pessoas que apresentem propostas de desenvolvimento sustentável, de melhoria nos sistemas de transporte coletivo (menos poluentes), que trabalhem em harmonia com as Convenções Internacionais que tratam das questões ambientais e que cumpram e façam cumprir a legislação ambiental já é um grande passo para se ajudar na melhoria da qualidade de vida e em busca de um meio ambiente saudável para todos.

        Posto isso, cobre dos políticos que foram eleitos posturas ambientalmente corretas como a implantação de coleta seletiva e a correta destinação do lixo na sua cidade, o tratamento de esgoto, incentivos fiscais para arborização, manutenção de um sistema de transporte coletivo eficiente e não poluente.

        Mas o mais importante é que você esteja consciente dos riscos que a natureza corre em razão de algumas atitudes cotidianas. Você pode pensar  que se você não tomar alguns cuidados com o meio ambiente, não haverá muito problema. Afinal de contas, o que representaria um papel de bala ou uma bituca de cigarro jogado no chão? O impacto seria mínimo. Correto? Errado. Muitos problemas vêm dessa postura.

        Devemos pensar que a situação atual do planeta só chegou a esse nível porque todos pensavam dessa forma, cada um despejava seu lixo sem cuidado algum em qualquer lugar, achando que aquela quantidade era pequena demais para degradar o ambiente e que a natureza em algum tempo seria capaz de absorver aquele impacto. O problema é que TODOS pensavam assim, e juntos produzimos uma quantidade absurda de lixo diariamente, sem contar resíduos químicos e tóxicos de indústrias. Cada um de nós deve cuidar dos impactos que podemos causar diariamente ao meio ambiente: nosso lixo, nosso esgoto, a poluição atmosférica gerada por nosso meio de transporte, nosso consumo de energia elétrica... tudo isso pode gerar impactos na natureza, e são problemas que estão ao nosso alcance e que podemos resolver.

        Passe a prestar atenção nas suas atitudes e nas de seus amigos e vizinhos, pare para pensar sobre como cada um de nós contribui diariamente para a produção global de lixo, e tente mudar alguns hábitos. A solução do problema global passa por ações locais:

::  Não jogue lixo na rua. Cuide do seu lixo. Procure saber se na sua cidade já existe coleta seletiva ou cooperativas de catadores de lixo. Dê uma destinação adequada ao seu lixo. CLIQUE AQUI

::  Pratique o consumo responsável, preferindo produtos não poluentes, com embalagens recicláveis e socialmente responsáveis.

::  Dê preferência a transportes coletivos, reduzindo assim a emissão de gases poluentes na sua cidade.

::  Procure ONGs em sua cidade que desenvolvem trabalhos de conservação ambiental e de educação ambiental. As ONGs são um importante instrumento de ação e de participação na solução dos problemas sócio-ambientais.

::  Lembre-se: nós fazemos parte do meio ambiente e qualquer agressão a ele nos afeta diretamente.

::  Vote em políticos que tragam respostas práticas para os problemas sócio ambientais de sua cidade, do seu estado e do seu país.

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  22 DE SETEMBRO: DIA MUNDIAL SEM CARROS

 

O Dia Mundial Sem Carros (Car Free Day) é uma mobilização global que acontece em diversas cidades ao redor do mundo, desde 1998, e tem como objetivo alertar a sociedade para o uso abusivo e muitas vezes irracional do automóvel como meio de transporte.

A ideia do movimento é propor uma substituição do uso dos carros no dia 22 de Setembro por meios de transporte coletivos e mais sustentáveis. Com isso, será reduzido o número de carros nas ruas, haverá redução nos congestionamentos e menos perdas de tempo, além de uma redução na poluição que contribui diariamente para o aquecimento global.

Mas um dia sem carro, fará alguma diferença?

A resposta é sim !

Para que se tenha uma noção do impacto no meio ambiente de um dia sem carro (não estamos falando de um dia sem nenhum carro nas ruas, mas de uma redução em seu número), a revista National Geographic Brasil, edição Agosto 2010, publicou um estudo realizado por Luke Tonachel, analista de tráfego. Neste estudo o pesquisador analisou o impacto de um dia sem carro na cidade de Pittsburgh (EUA), pois lá os dados sobre o trânsito são muito completos. Com base nesses dados ele fez cálculos para um dia em que houvesse mudança nos hábitos de transporte dos moradores da cidade, considerando o uso pleno dos transportes públicos, mas sem adicionar um único ônibus á frota existente, dobrou o compartilhamento de carros (um carona por carro) de 9% para 18% e o uso ecologicamente consciente dos carros (direção econômica). O estudo analisa que em um único dia de trabalho, os 1.085.700 trabalhadores de Pittsburgh lançam na atmosfera 12.400 toneladas de CO2e*, e caso venham a adotar as práticas sugeridas no estudo, a quantidade seria reduzida a 9.900 toneladas de CO2e, uma redução de quase 20%. Pelos cálculos, "a redução dos gases do efeito estufa seria equivalente à retirada das ruas de 370 carros por um ano. No total, deixariam de ser queimados 809.470 litros de combustível. A 66 centavos de dólar o litro de gasolina na cidade, isso significa que os moradores de Pittsburgh economizariam 534.250 dólares."

Além do inegável ganho ambiental e de tempo, o dia 22 de Setembro pode ser uma boa oportunidade para que você adote um novo meio de transporte para ser usado em todos os dias do ano. Usar sistema de transporte coletivo (ônibus, trens e metrô), aderir à carona entre colegas de trabalho, escola e faculdade, fazer caminhadas para pequenos deslocamentos, e o uso constante da bicicleta reduzirão seu orçamento, poluirá menos sua cidade e você terá mais saúde.

PARTICIPE, DIVULGUE... DIA 22 DE SETEMBRO - DIA MUNDIAL SEM CARRO

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* CO2e = CO2 e o equivalente de outros gases de efeito estufa

National Geographic Brasil. Ed. Abril, edição agosto 2010, p. 24. www.ngbrasil.com.br