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A Serra da
Canastra deve seu nome ao seu formato, que se assemelha a uma
canastra, que antigamente denominava um baú, ou arca. Antes dos
primeiros bandeirantes chegarem à região, era habitada por
índios e por escravos fugitivos, que lutavam até a morte por sua
liberdade. A ocupação bandeirante ocorreu com a eliminação
desses povos, e os novos habitantes estabeleceram na região
fazendas de criação de gado para ocupar a terra e garantir a
segurança das tropas que seguiam do sudeste para o interior do
país, passando pela Canastra.
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A Serra
da Canastra, com seu formato de baú, vista da Pousada
Chalés do Vale |
Durante séculos
o modo de vida da população permaneceu inalterado. Por volta de
1.820 o naturalista francês Auguste Saint-Hilaire, em suas
viagens pelo Brasil, passou pela Serra da Canastra, e o que ele
descreveu há quase 200 anos ainda pode ser visto hoje em dia em
lugares mais remotos da Serra da Canastra: casinhas pequenas,
muito simples, que abrigam famílias isoladas da civilização e
que plantam e criam para sua subsistência.
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Em meados do
século XX descobriu-se diamante no leito do Rio São Francisco,
que tem suas nascentes na Serra da Canastra, e
de seus afluentes. A região foi tomada por garimpeiros vindos de
todos os cantos em busca de fortuna rápida. A ação do garimpo
foi devastadora para as margens do Rio São Francisco, que eram
desmatadas e escavadas em busca do diamante. Na década de 1.970,
devido a pressões da sociedade em defesa do Rio São Francisco,
que já naquela época apresentava sinais de fraqueza e degradação
ambiental em todo seu curso, foi criado em 1.972 o Parque
Nacional da Serra da Canastra, com uma área de 200.000 hectares
abrangendo as Serras da Canastra e Babilônia. Na ocasião o
parque foi implantado apenas na Serra da Canastra, com 71.525
hectares, com o objetivo de preservas as nascentes do Rio São
Francisco, a fauna e a flora da região e a notável beleza do
lugar.
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No alto, flores do Cerrado
na Serra da Canastra
Ao lado, Cachoeira Casca
D'Anta
Abaixo, Rio São
Francisco e Tamanduá, fotografados na Serra da Canastra
Fotos:
Thelson J. Lemos Reprodução Proibida |
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Aos poucos o
Parque Nacional foi sendo estruturado, mas o ecoturismo na
região só se desenvolveu quando o Governo Federal, em 1.995,
proibiu o garimpo no leito dos rios. Como a atividade era
extremamente agressiva com a natureza, as águas dos rios ficavam
barrentas, e a grande quantidade de garimpeiros trabalhando nas
margens dos rios espantavam aves e outros animais. Com o fim das
agressões as águas ficaram cristalinas novamente, e animais
antes dados como extintos, como o Pato Mergulhão (Mergus
octosetaceus), e o Tamanduá Bandeira (Myrmecophaga
tridactyla) e o Lobo
Guará (Chrysocyon brachyurus), voltaram a ser vistos com frequência. Esta melhoria na
qualidade ambiental da região, aliada à crescente oferta de
serviços turísticos a partir de então, fez com que o ecoturismo
se desenvolvesse, fazendo da Serra da Canastra um dos lugares
mais interessantes para se visitar em Minas Gerais e no Brasil.
Hoje, turistas de todo o Brasil, e do mundo, vêm à Serra da
Canastra para conhecer suas belezas, suas histórias, para provar
a deliciosa comida mineira e o tradicional Queijo Canastra, para
descansar e para se aventurar em suas trilhas e caminhos.
A Pousada
Chalés do Vale está preparada para recebê-lo e ser seu ponto de
partida para conhecer esse lugar incrível.
Direitos Reservados: Chalés do
Vale Turismo Fotos: Thelson J. Lemos
Proibida Reprodução |
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